SUAS ARMAS
A face da lua resplandecente, clareia a noite seu ambiente, se move tranquilo meio ausente, no silêncio. Luz, suas armas, suas descargas. A vastidão da metrópole onde as janelas têm olhos e as paredes têm ouvidos, passa despercebido. É longo o caminho, sempre sozinho, flui na escuridão. Sabe os segredos, conhece os medos dos covardes, é cauteloso, zeloso, e não chama a atenção. Sem rastros, imperceptível, abstrato, compaixão inconcebível, sem lágrimas, sem risos, gélido e implacável. Não há identidade comprovada, se vive e se move em meio ao nada. But he is not a killer. Su trabajo es limpiar las calles. Ratos com bons tratos que infestam a cidade, canalhas que engordam uma sociedade irmanada. A vil capacidade estruturada. Um estampido num canto de uma rua calada, denuncia uma ocorrência, é sua incumbência, sentidos em alerta, com a hostilidade flerta. Suas armas são descargas indolores, uma luz que converte o transgressor, se o alvo é atingido, morrem o ódio e o rancor, e o coração é convertido a propagar o que é o amor.