Soneto de Ansiedade

Ser ansioso é não ter paciência
Meu mundo mental beira o caos
Na inquietação, vejo-me parte dessa demência
Pra quem tem a solitude como alento
A clausura do miserável à faz tormento

Ouça: Chamam- me ao todo!
Ser substancial é para poucos
Pois nesse habitat de ocos 
Nao há o que se agregar
Haverá algo mais inútil nessa vida
Do que querer agradar?

Volta-se ao mundo interior
Por um momento de lucidez
Ou seria pela ânsia que causa
Tamanha desfaçatez?
Ser ansioso é não ter paciência
Para assistir calmamente 
Essa morte em vida.

Wanessa Plefka
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