Insubordinável silêncio

Viajei pelo tempo virtual
Deixei alegrias e dissabores
A navegar em maresias nunca
Dantes navegadas
Consegui alimentar todo este
Insubordinável silêncio que madruga
Em cada hora arrependida e expugnável
A memória ainda entorpecida por todas
As lembranças indetermináveis, vinca um
Lamento coeso, promiscuo e tão insanável
Curvo-me perante os instintos da manhã
Que agora renasce indominável, até parir
Um eco faminto e esteticamente inimaginável
Frederico de Castro
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