PRAZERES
Meu cachorro late no portão
Anseia em ver o que há na rua.
Qualquer fresta que abre
Escapa e faz festa
Desaparece como fosse a primeira vez
Que algo tão bom lhe pudesse acontecer.
A paisagem é sempre a mesma
A corrida corriqueira
Os pontos por onde mija são os de sempre.
Talvez a conversa com os vizinhos
Nas calçadas e quintais
Tragam assuntos diferentes porque os grunhidos
Transmutam sensações que sempre diferem.
Retorna cansado como quem jurasse não ir mais
Mas vai
Como um poema que relutasse aparecer
Mas vem
Anseia em ver o que há na rua.
Qualquer fresta que abre
Escapa e faz festa
Desaparece como fosse a primeira vez
Que algo tão bom lhe pudesse acontecer.
A paisagem é sempre a mesma
A corrida corriqueira
Os pontos por onde mija são os de sempre.
Talvez a conversa com os vizinhos
Nas calçadas e quintais
Tragam assuntos diferentes porque os grunhidos
Transmutam sensações que sempre diferem.
Retorna cansado como quem jurasse não ir mais
Mas vai
Como um poema que relutasse aparecer
Mas vem
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