Sublimação
Senti sofrimento, ilusão, amargura,
Quando abracei aquele sentimento.
Doeu no meu peito esta louca ventura,
Por querer viver como eterno, um momento.
Nas noites passadas, sob o afago da insônia,
E os devaneios do quase dormido.
Nos olhos correram as águas salobras
Do mar das angustias, do amor mal contido.
Entre oferendas à deusa do amor
Vivi tanto tempo assim subjugado
O amor em minh’alma era forte, tamanho!
Que me tornei mais um apaixonado.
Quimeras vivi, delírios sonhei,
Do ar respirei a mais pura paixão.
Perdi-me no tempo, perdi –me no espaço,
Perdi o controle do meu coração.
Foi bom? Eu nem sei! Mas posso jurar,
Senti essa chama queimar com ardor.
Agora, lembrando já posso gritar:
Enfim, fui feliz! Eu vivi este amor!
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