O DESEQUILÍBRIO VIRÁ
Eu estou eufórico, estupefato de fato com tantas loucuras, eu não sei para aonde vou nesta terra com tantos corpos de esculturas, caras engessadas, pescoços duros, rostos pintados nos muros, caricaturas em gravuras de revistas e jornais, em cada país, cada um com os seus chacais. As bocas grandes, os olhos arregalados, dentes afiados, mísseis apontados para todos os lados. O equilíbrio é dado pelo Todo Poderoso que faz surgir acordos em vários tratados, mesmo assim há disputas, em silêncio, há mortes, massacres, acidentes em mundos desconectados.
Quem me dera ter asas para voar
Quem me dera ser capaz de ler
Além do que os olhos possam ver
Quem me dera poder me reinventar.
Quem me dera ter o dom da cura
Quem me dera encontrar o caminho
Ter nas mãos uma virtude mais pura
Que me leve a cicatrizar-me sozinho.
Quem me dera ser um elemento volátil
Levado por um vento que sopra ardiloso
Introduzido em um corpo não táctil
Inflamado de um fogo que queima furioso.
Quem me dera! O amor como bálsamo
Para acalmar dos homens os corações
Deixando-os como noivos no tálamo
Esquecendo-se das guerras e dos canhões.
Quem me dera ter asas para voar
Quem me dera ser capaz de ler
Além do que os olhos possam ver
Quem me dera poder me reinventar.
Quem me dera ter o dom da cura
Quem me dera encontrar o caminho
Ter nas mãos uma virtude mais pura
Que me leve a cicatrizar-me sozinho.
Quem me dera ser um elemento volátil
Levado por um vento que sopra ardiloso
Introduzido em um corpo não táctil
Inflamado de um fogo que queima furioso.
Quem me dera! O amor como bálsamo
Para acalmar dos homens os corações
Deixando-os como noivos no tálamo
Esquecendo-se das guerras e dos canhões.