UM BRINDE

Mais uma ou duas doses
Para curar a magoa
Estou seco em ausência de agua
Com sede e ainda que o desejo pese
Rezo para que algo me console
Apesar da significância
A carência de sua presença
Me consome sem guia
Põe disforme na estrada
Em que agora estou totalmente só

Ando em desequilíbrio
Ajo desnecessário
De nada me alimento
Exceto de seu ausentar
E desse nó reviravolto
Que nos amola

Sei que você também a essa hora
Derrama-se da mesma vontade
Recosta seu barco em mim

Um brinde à solidão que nos devora
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