A VIDA NOS MORDE
Cedemos conformados aos costumes
Tanto nos acostumamos que vira rotina
Repetir rotas
Cantar cotidianamente
As mesmas notas nos mesmos tons
Convivemos com os buracos da rua
Com as goteiras da casa
Com os rasgos na roupa
O barulho do carro
A poeira no livro
O espelho sem brilho
A casa vazia
O coração fechado
A torneira que pinga
Os olhares surdos
Os chinelos gastos
Sapatos sem graxa
Muros altos
Portões trancados
Risos de fachada
Conversa sem rumo
Dor na coluna
Dente estragado
Falta de iniciativa e pensamento lerdo
Mordemos os dias e a vida nos morde
Se não cuidamos
Viver fica pra logo mais tarde
Tanto nos acostumamos que vira rotina
Repetir rotas
Cantar cotidianamente
As mesmas notas nos mesmos tons
Convivemos com os buracos da rua
Com as goteiras da casa
Com os rasgos na roupa
O barulho do carro
A poeira no livro
O espelho sem brilho
A casa vazia
O coração fechado
A torneira que pinga
Os olhares surdos
Os chinelos gastos
Sapatos sem graxa
Muros altos
Portões trancados
Risos de fachada
Conversa sem rumo
Dor na coluna
Dente estragado
Falta de iniciativa e pensamento lerdo
Mordemos os dias e a vida nos morde
Se não cuidamos
Viver fica pra logo mais tarde
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