LÍNGUA VENENOSA
O raio da roda gira sem raios
A carapuça embuça a cabeça culpada
O cubo num tubo de ensaios
Quando o discurso não sabe de nada.
A língua intrépido chicote mortal
Açoita a alma quando a fala é do mal
O corte é profundo, a cicatriz anormal
E o que se dissemina pode ser fatal.
Preso ao corpo esse membro pequeno
Logo liberta palavras tênues adagas
Que penetram no coração com veneno
Causando terríveis e profundas chagas.
Não tem freio nem pode ser controlada
O mal pensamento não será descoberto
Somente não tropeça a boca fechada
Mas se escrito ou falado o dano é certo.
A carapuça embuça a cabeça culpada
O cubo num tubo de ensaios
Quando o discurso não sabe de nada.
A língua intrépido chicote mortal
Açoita a alma quando a fala é do mal
O corte é profundo, a cicatriz anormal
E o que se dissemina pode ser fatal.
Preso ao corpo esse membro pequeno
Logo liberta palavras tênues adagas
Que penetram no coração com veneno
Causando terríveis e profundas chagas.
Não tem freio nem pode ser controlada
O mal pensamento não será descoberto
Somente não tropeça a boca fechada
Mas se escrito ou falado o dano é certo.
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