Desamores
Lança sobre meu rosto
O fel que te amarga.
Plante em mim a culpa
que a sua insegurança fez.
Se isso enfim te conforta
e se também não te importa
qual face espelha a verdade,
Faça da luz, incerteza!
Crie do azul, a tristeza
e do amanhã, mais saudade.
Pode a mão que acarinha,
tocar no sentido de posse?
Pode querer o domínio,
ser mais abrangente que a entrega?
Não negue o ato que é fato,
está na história o relato,
de quem só promete o que nega.
Se teu sentir não respeita,
se teu querer angustia,
procure no ser, transparência!
Não pode ser substituta
a dor, da espontânea alegria
Pois é no raiar de outro dia
que amar alicerça sua essência
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Notas do sal
Vê-se dentro do silêncio pá revirando lavoura vazada em pranto anelando um futuro com memórias talvez de alguma réstia de sol - se a…
Darlan de Matos Cunha
Don't you forget about God
Don't you forget about God Kids it was you God that Gave your life after He created you In his Image And now your kids are Vaping Also yo…
Aldo gabbay kraas
Exemplar
Toma-me, pois, como exemplo, se queres o nebuloso para ti, caso te animes rumo a outros modos que não os teus. Lembra que o perigo não do…
Darlan de Matos Cunha
Humildes destinos.
A natureza desta terra encanta milhares de vidas - nelas estão depositados toda luta e compreensão entre o amor e suas conquistas. Amar é…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*