Entre paredes...solidão

A noite possuída por um breu obscuro
Ladeia a solidão embasbacada que reza
A despeito de uma esperança fiel e aplacada
Rabuja além o silêncio divagante e aguerrido
Estremece e tropeça apavorado onde sete mares
Navegando estrondosamente desaguam tão possantes
Entre as paredes da solidão pernoita uma deslumbrante
Luminescência quase eclipsante, morrendo depois sem
Alarde a jusante desse furtivo grito sempre meliante
Entre as paredes da solidão caiadas de tanta emoção
Consumo cada drink de ilusão mais exorbitante, até que
Intimada a alma se entrelace a um sonho quase contagiante
Frederico de Castro
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