OUSADIAS
Meu sol costuma dormir pertinho
Nada dessa historia de ir ao Oriente no final do dia
Ele não viaja, apenas desliga a luz e torna amanhã
Alguma parte de ser que seja tarde
Ou faz amanhecer algo que precise
E nunca deixa de brilhar por mim
Antes de apagar põe os pássaros em suas árvores
Arrebanha as nuvens aos seleiros
Diz aos ventos que arrefeçam e se refaçam
E aos arcanjos que clareiem minha áurea
Para que eu não sonhe em vão ou perca o sono
Descabido temeroso com minha própria insônia
Mantem por fim alertas um punhado de estrelas
Por sentinelas, pois caso ela venha saberá
Onde me achar apesar de qualquer escuridão
Que me tome nos braços por ser ainda noite
Ensinou-me que a vida sem ousadias
Por vezes fica ilegítima e sem graça
Logo após faz manhã e entendo por fim
Que nada é à toa
Nada dessa historia de ir ao Oriente no final do dia
Ele não viaja, apenas desliga a luz e torna amanhã
Alguma parte de ser que seja tarde
Ou faz amanhecer algo que precise
E nunca deixa de brilhar por mim
Antes de apagar põe os pássaros em suas árvores
Arrebanha as nuvens aos seleiros
Diz aos ventos que arrefeçam e se refaçam
E aos arcanjos que clareiem minha áurea
Para que eu não sonhe em vão ou perca o sono
Descabido temeroso com minha própria insônia
Mantem por fim alertas um punhado de estrelas
Por sentinelas, pois caso ela venha saberá
Onde me achar apesar de qualquer escuridão
Que me tome nos braços por ser ainda noite
Ensinou-me que a vida sem ousadias
Por vezes fica ilegítima e sem graça
Logo após faz manhã e entendo por fim
Que nada é à toa
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