Momento de liberdade

Resta em cada luar uma luminescência
Altiva que crepita especulativa…tão primitiva
Alimenta a fonética de tantas palavras à deriva
Abandonadas no parapeito deste silêncio cativo
Num momento de liberdade genial soltam-se
As amarras de mil emoções sempre na expectativa
Abarbatam-se tantas ilusões fluindo num luar
Absorto, que sucumbe nesta memória tão intrusiva
Neste ciclo de esperança renovada, a fé acantona-se
Numa oração generosa, aprovada…objectiva
Até fecundar a alma com uma caricia serena e atractiva
Entre suspiros e lamentos viris a manhã revê cada hora que
Desfila no passadiço do tempo, deixando irrequietas saudades
Alimentar cada estrofe mergulhada numa inspiração predilecta
Frederico de Castro
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