Revelação
Vem sentar-se comigo onde os mares desaguam
Como pequenos pirilampos ajeitamos um na parca luz do outro,
Aquieta-te nas minhas insônias, nos cansaços das tardes mornas,
Não desassossegue o tempo, nem o meu coração alquebrado
Nem cante tão alto que o sangue ferva,
Beba os sabores das quietudes da alma que se alonga em meus braços,
É da natureza dos pássaros os voos, mas as penas dos amantes constroem asas em leitos de flores,
Estrelas duplas de vidas secreta a burilar os sentimentos,
A criarem outros leitos de mares entre os nós dos dedos,
Nas ondas que levam a morte para terras distantes,
Os consanguíneos beijos descrevem o que temos, mas não revelam o que somos,
E tu és o meu divino apelo de poemas,
Palavras nunca ditas pelas bocas dos deuses, apenas a minha te reconhece,
Revelados segredos ditos apenas aos teus ouvidos
Charles Burck
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*