Você, poesia...
Você, poesia...
Por que me domina, escraviza? Faz-me pensar e escrever pelas madrugadas insones.
Não permite que eu seja apenas eu mesmo, como são tantas outras pessoas ...
Deixe-me sonhar meus próprios sonhos e viver apenas minhas realidades...
Mas como faço?
Se essa poesia me faz ver beleza nas flores que enfeitam a morte,
Faz-me ouvir músicas nas águas dos rios e cachoeiras...
Faz pássaros parecem conversar comigo, em seus gorjeios
É normal sentir o amor com essa intensidade com que sinto?
Ver sempre os olhos dela, brilhando mais que a luz do sol?
Ver na sua pele, a uma suavidade e brandura, como em um raio de luar?
Olhar para o horizonte e ver alegria na sua beleza, e ao mesmo tempo, tristeza pela sua distância?
Por que me escolheu para seu pouso?
Por que engana meus olhos e amplifica meus sentimentos?
Por que dominas meu coração e minha razão?
Sua presença é um misto de alegria e dor...
Quem é você, poesia?
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