TODO MUNDO SABIA
Das delícias na fogueira
Milho assado na brasa
Churrasco ‘fogo de chão’
Torresmos na frigideira
Queijo coalho sobre a grelha
Peixe na telha e arroz de suã
Na lenha acesa do fogão
- Dessas nossas gulosas manias
Todo mundo bem sabia
Do vinho nobre junto à lareira
Nossas mãos aquecendo-se
Sobre a leve pálida chama
Crepitando na escuridão ;
Das modas cantaroladas
Soladas ao violão
Vigiados por estrelas
Beijos de lábios molhados
Bebericando enluarados licores
Nas noites de cantoria
- Das nossas doces estripulias
Todo mundo já sabia
Dos corações apaixonados
Olhos felizes namorando
A volátil fissura de enamorar
Pela noite inteira lambuzados
Todo mundo até sabia
O que ninguém entenderia
Seria explicar o que hoje se espalha
Que tudo aquilo que ardia
Foi tão só fogo de palha
Milho assado na brasa
Churrasco ‘fogo de chão’
Torresmos na frigideira
Queijo coalho sobre a grelha
Peixe na telha e arroz de suã
Na lenha acesa do fogão
- Dessas nossas gulosas manias
Todo mundo bem sabia
Do vinho nobre junto à lareira
Nossas mãos aquecendo-se
Sobre a leve pálida chama
Crepitando na escuridão ;
Das modas cantaroladas
Soladas ao violão
Vigiados por estrelas
Beijos de lábios molhados
Bebericando enluarados licores
Nas noites de cantoria
- Das nossas doces estripulias
Todo mundo já sabia
Dos corações apaixonados
Olhos felizes namorando
A volátil fissura de enamorar
Pela noite inteira lambuzados
Todo mundo até sabia
O que ninguém entenderia
Seria explicar o que hoje se espalha
Que tudo aquilo que ardia
Foi tão só fogo de palha