Delírio
A mente insana lutava,
Tentando mudar a sorte
Que meu destino afrontava
E me conduzia à morte.
O peito nu borbulhava,
O tinto do sangue escorria,
Pelo chão que demarcava
A saga da minha alforria.
O espectro que ria e orava
No alto degrau do altar
Com desatino implorava
Um corpo a sepultar.
Demônios e anjos dançavam
Enquanto minh’alma ardia
E o fogo cru consumava,
A noite nefasta e sombria.
Do alto escalão do poder
Aquele de pleno saber
Em brados me condenava
Sentenciando a viver.
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