Coligação das almas

Desancorei uma hora fundeada na baía da
Solidão que madrugava numa onda relegada
Banhando o tempo com uma caricia bem alagada
Ferrada ainda num sono profundo a noite tece
Uma ilusão aconchegada a um idílico silêncio que
Instigado, se esquiva num célere beijo tão rogado
A putrefazer-se quase excomungado cada lamento
Suporta uma tonelada de emoções tão intrigadas
Qual cordial e empírico afago avidamente desejado
Na coligação dos sentidos um eco masoquista
Fomenta desenfreadas memórias que telúricas
Abalam a saudade de forma tão expurea
Emana da manhã um refrescante perfume conivente,
Onde se maquina uma cabala de paixões sempre latentes,
Onde se apaziguam duas almas que se unem tão complacentes
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*