ULTIMO POEMA
Jamais saberei se é esta a ultima refeição
A derradeira vez em que ouço tua voz
O momento final de olhar o indefinido mar
O extremo da ponte que me dará o infinito
Terminante centelha que vi cintilar
Notas cansadas de um piano que fecha
Preservando suas alvas e as negras teclas
Para as mãos do maestro que as soube tocar
Deito-me agarrado a esse meu ultimo poema
E caso não consiga acordar para escrever o próximo
Terá sido por certo causa desse derradeiro sono
A derradeira vez em que ouço tua voz
O momento final de olhar o indefinido mar
O extremo da ponte que me dará o infinito
Terminante centelha que vi cintilar
Notas cansadas de um piano que fecha
Preservando suas alvas e as negras teclas
Para as mãos do maestro que as soube tocar
Deito-me agarrado a esse meu ultimo poema
E caso não consiga acordar para escrever o próximo
Terá sido por certo causa desse derradeiro sono
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