Hoje, és pó.
Vi o fogo queimar sua carne.
Senti o odor característico dos infernos.
Vi músculos que se retesavam em uma espécie de dança macabra.
Aspirei a fumaça de sua existência
Inalei sua alma, exalei seus pecados.
Esperei que o tempo pousasse no chão seco, suas cinzas
E esfreguei-as em minhas mãos, até que fugissem pelo vão de meus dedos.
Hoje, és pó.
Ontem, foste amor.
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