Ansiões
No inicio de tudo havia o caos, deslumbrante em toda a sua escuridão, imperava supremo por toda extensão do universo. Em um tempo em que próprio tempo ainda não existia, nascera do ámago ardente deste imperador solitário o seu primeiro filho. Aloísio como assim chamou,herdara de seu pai a força de tudo.
No entanto, o ser sentia-se sozinho,com um pai ausente que ocupava-se demais em seu total silencio. Aloísio então decidiu apelar ao pai por um irmão que o completasse. Caos, sem muitas delongas, considerou o pedido de seu primogênito. Frustou-se por nove vezes ao tentar moldar um irmão digno, quando na décima tentativa, em um suspiro de acaso nasceu o seu segundo filho.
Délcio, era um ser grandioso, voluptuoso, astuto e criativo. Junto à seu irmão mais velho arquitetou todas as grandes coisas que preencheram pouco a pouco o vazio. Permeneceram assim felizes por milhões de anos.
Até que em um dia qualquer, sem que ninguém estivesse à espera, surgiu como um feixe de luz na imensidão, um ser singelo. Linda, luminosa e deslumbrante, Soraia carregou consigo elementos singulares que trouxeram brilho ao vazio. Essa era a terceira filha.
Ao longo de glóriosos anos os tres irmãos moldaram tudo ao redor do caos à seu gosto e como fruto desse trabalho árduo uma pequena rocha esférica desenvolveu-se por conta própria e tornou-se viva, criando vida dentro de si. A Essa nova filha os irmãos denominaram Gaia e por sentirem-se satisfeitos com o que criaram, despersaram-se.
Gaia, gestante da vida, moldou sozinha todo o tipo de criatura, mas sentiu-se triste em observar seus anonimos filhos adocerem por todo tipo de sorte. Foi então que Gaia gerou de si mesma uma criatura suprema, nasceu de sua grande vontade, Aurélio.
Aurélio era um ser excepcional, caminhava dentre todas as outras criaturas, as denominava e as curava com todo o seu amor. E assim Gaia descansou, acalmou-se em completa inércia e nada mais gerou.
O universo seguiu seu curso, completo e banhado em imensidão sideral.
E fim.
— É isso, vovô?
A aguda voz de Melinda retirou Seu Astolfo de seu devaneio.
—É aqui que o conto termina sim querida. Receio que o restante da história nós já conhecemos.
—Ah, entendi. Isso é uma Metrafora vovô?
—MetÀfora. Sim, digamos que é sim. Palavra nova?
—Aham, aprendi ontem na escola.
Astolfo contemplou orgulhoso a expressão de satisfação que sua neta fazia ao pronunciar sua nova palavra, e quase que sem querer um leve risinho curvado escapou-lhe dos lábios.
—Agora já está tarde, hora de dormir mocinha. Boa noite, meu anjinho.
— Boa noite, vovô.
No entanto, o ser sentia-se sozinho,com um pai ausente que ocupava-se demais em seu total silencio. Aloísio então decidiu apelar ao pai por um irmão que o completasse. Caos, sem muitas delongas, considerou o pedido de seu primogênito. Frustou-se por nove vezes ao tentar moldar um irmão digno, quando na décima tentativa, em um suspiro de acaso nasceu o seu segundo filho.
Délcio, era um ser grandioso, voluptuoso, astuto e criativo. Junto à seu irmão mais velho arquitetou todas as grandes coisas que preencheram pouco a pouco o vazio. Permeneceram assim felizes por milhões de anos.
Até que em um dia qualquer, sem que ninguém estivesse à espera, surgiu como um feixe de luz na imensidão, um ser singelo. Linda, luminosa e deslumbrante, Soraia carregou consigo elementos singulares que trouxeram brilho ao vazio. Essa era a terceira filha.
Ao longo de glóriosos anos os tres irmãos moldaram tudo ao redor do caos à seu gosto e como fruto desse trabalho árduo uma pequena rocha esférica desenvolveu-se por conta própria e tornou-se viva, criando vida dentro de si. A Essa nova filha os irmãos denominaram Gaia e por sentirem-se satisfeitos com o que criaram, despersaram-se.
Gaia, gestante da vida, moldou sozinha todo o tipo de criatura, mas sentiu-se triste em observar seus anonimos filhos adocerem por todo tipo de sorte. Foi então que Gaia gerou de si mesma uma criatura suprema, nasceu de sua grande vontade, Aurélio.
Aurélio era um ser excepcional, caminhava dentre todas as outras criaturas, as denominava e as curava com todo o seu amor. E assim Gaia descansou, acalmou-se em completa inércia e nada mais gerou.
O universo seguiu seu curso, completo e banhado em imensidão sideral.
E fim.
— É isso, vovô?
A aguda voz de Melinda retirou Seu Astolfo de seu devaneio.
—É aqui que o conto termina sim querida. Receio que o restante da história nós já conhecemos.
—Ah, entendi. Isso é uma Metrafora vovô?
—MetÀfora. Sim, digamos que é sim. Palavra nova?
—Aham, aprendi ontem na escola.
Astolfo contemplou orgulhoso a expressão de satisfação que sua neta fazia ao pronunciar sua nova palavra, e quase que sem querer um leve risinho curvado escapou-lhe dos lábios.
—Agora já está tarde, hora de dormir mocinha. Boa noite, meu anjinho.
— Boa noite, vovô.
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