A porta
“O sábio pode descobrir o mundo sem transpor a sua porta. Vê sem olhar, realiza sem agir.”
Lao-Tsé
............
Há sempre algo que acontece por detrás de uma porta que, já se tendo aberto e entrado uma vez, voltamos lá de novo...
Por vezes o carácter, a dignidade, o respeito de cada um, não bastam para decidir o que queremos (ou até se queremos) lá entrar (e encontrar) porque até mesmo o carácter, a dignidade e o respeito podem ser enganados.
Não pela porta, não pela entrada nela mas talvez pelo porteiro...com o nosso beneplácito de ter olhos fechados, estranhamento fechados...ou talvez não.
Talvez porque devesse, o porteiro, nesse caso, ser honesto, sincero, humano.
Numa palavra: carácter.
Então talvez precisemos de encontrar o respeito (que tanto apregoamos para os outros e que tantas vezes não o "queremos" para nós...).
Ou talvez precisemos da lembrança de outrém para quem as portas que abriu sempre o foram com respeito.
Sem subterfúgios de sensibilidade. Mesmo se com os olhos fechados de quem entrava...
Essas portas, abertas com carácter.
Com dignidade.
Com claridade.
Ou outros atributos sérios, nobres... que só quem está de fora vê mesmo, sem observar.
É urgente “poder descobrir o mundo sem transpor a sua porta”...
Alexandre Silva
13 Maio 2019
Escrita 2019
Lao-Tsé
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Há sempre algo que acontece por detrás de uma porta que, já se tendo aberto e entrado uma vez, voltamos lá de novo...
Por vezes o carácter, a dignidade, o respeito de cada um, não bastam para decidir o que queremos (ou até se queremos) lá entrar (e encontrar) porque até mesmo o carácter, a dignidade e o respeito podem ser enganados.
Não pela porta, não pela entrada nela mas talvez pelo porteiro...com o nosso beneplácito de ter olhos fechados, estranhamento fechados...ou talvez não.
Talvez porque devesse, o porteiro, nesse caso, ser honesto, sincero, humano.
Numa palavra: carácter.
Então talvez precisemos de encontrar o respeito (que tanto apregoamos para os outros e que tantas vezes não o "queremos" para nós...).
Ou talvez precisemos da lembrança de outrém para quem as portas que abriu sempre o foram com respeito.
Sem subterfúgios de sensibilidade. Mesmo se com os olhos fechados de quem entrava...
Essas portas, abertas com carácter.
Com dignidade.
Com claridade.
Ou outros atributos sérios, nobres... que só quem está de fora vê mesmo, sem observar.
É urgente “poder descobrir o mundo sem transpor a sua porta”...
Alexandre Silva
13 Maio 2019
Escrita 2019
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