Serão loucos, os poetas?
Ou quem sabe, serão sonhadores?
Serão visionários os profetas?
Ou apenas, pesquisadores?

Afogado de morte nas mansas
Lagoas da minha poesia 
Não me permito viver,
Sem que sonhe, nem por um dia.

Talvez a vida por si,
Não seja a motivação.
Pois não é de carne o que sinto
E chamo de coração.

Nos versos componho os momentos
Da forma como os queria
Nas rimas promovo encontros,
Que fossem como eu gostaria.

Se todo poeta é um louco,
Loucuras, sublimes razões,
Que nos permitem criar
Amores, sonhos, paixões...
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