FORÇA E FÚRIA DE UM VULCÃO

O toque suave das mãos numa pele sedosa à boca, o sabor do frescor numa viagem tão louca, aterrissa no colo e faz curvas, depois acessa uma reta e dispara uma seta, visões turvas. É insuportável o desejo do amor, é calor ardente, não há forças que cerquem ou impeçam o seu penhor, é fogo, é quente. Não há resistência, em um beijo, em carícias, se desfalece, se mata, se morre, de tudo se esquece. Mas há forças que o impelem e atraem com rigor em dois corpos num extremo êxtase de esplendor, nos conscientes giram astros, em segredos escondem os seus rastros, em louvores não há fugas, não se julgam e nem se contendem com amores. Sem rugas aos seus pés se rendem. Os pulsos, as mãos, nos braços em abraços, em laços de união, com todo poder e razão, com fidelidade e pura transparência, essa força e fúria de um vulcão, que leva à excelência, vapores e lavas de erupção, queimam a alma e dilaceram o coração.

Erimar Santos.
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