GARGANTA

Se descer pela nua perna
Qualquer unguento viscoso
Saberás certamente ser desejoso
Fruto da malícia que te provoca
Na pronúncia de minha língua
A delícia de minha boca

Se escorrer entre a pele e a roupa
O orvalho da tua fruta
Tocarás sobre a leve renda
Os teus dedos bem de mansinho
Sentindo-te secar a garganta
Tão úmida estará tua gruta

Se ao roçar com os pés o falo
Embrulhados em brancas meias
Sentirás o que imagino ser
A maciez desse doce sonho
Enlouquecido pela nudez
Embevecendo o prazer puro

E se na penumbra do quarto
Largada e lânguida de vontades
Te debruçares por sobre a cama
Chamarás a chama que arde
Como se me ouvisses dizer: te amo
Gozarás ao chamar meu nome
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