O que nos resta da solidão

Absolutamente nada! Apenas o silêncio
Deglutido e alimentado pela doideza
De uma escuridão chegando e pousando
Num cacho de emoções cheias de subtilezas
O que nos resta da solidão…
Tudo e aparentemente nada! Talvez a
Incerteza de uma saudade belicosa
Esteio para uma rima insuflada e frondosa
O que nos resta da solidão…
Integralmente tantas palavras escamoteando
O vazio da inspiração que tão gulosa, adocica
Uma estrofe que quis um dia ser apenas prosa
O que nos resta da solidão…
Horrivelmente um hora que fenece desastrosa
Um silêncio incauto perfurando os tímpanos
A cada eco dissolvido numa brisa tão amistosa
Frederico de Castro
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