Na curva

Na curva

Durante uma alvorada festiva

Ao som da revoada de pardais,

Me encontro anestesiado

Com meus pensamentos e nada mais.

 

Sob a sombra de frondosa árvore

Assisto ao filme da minha vida,

Em flashes fora de ordem

Entre um dia feliz e alguma ferida.

 

A viagem mais rápida e curta

De toda breve existência,

Esse povo ao meu redor me assusta

Nos meus pés, sinto dormência.

 

Os pássaros se calaram com a noite

O murmurar dos observadores se aquietou,

Quase sem enxergar mais nada 

Distraio-me com a luz vermelha que se aproximou.

 

Nesta situação desfavorável alguém segura minha mão

De forma amigável avisa que ainda tenho salvação,

Mas percebo que ele estava enganado

Olho e vejo o bombeiro ajoelhado ao lado do meu corpo deitado.

 

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