O homem
Tinha no olhar um mistério, seu jeito um tanto sério
De olhar para a vida e a morte,
Tinha o dom do improviso, irradiava paz no sorriso,
Contava em tudo, com a sorte.
Ninguém soube de onde veio, nem se soube para onde ia,
E quando lhe perguntavam, ele desconversava, e seu caminho seguia.
No seu trajar a elegância, perdia-se nas roupas surradas,
Deixava a perceber, da vida abastada de outrora, não ter sobrado mais nada.
Gostava de assoviar, lindas e antigas melodias,
Assim e cantarolando, passava todos seus dias.
Sentado em um banco da praça, a todos dizia uma graça,
E um elogio, fazia.
Rodeavam-no as crianças e era uma festança, tudo o que acontecia.
No colo os pequeninos, a todos dava carinho, e transmitia alegria.
Não se soube na verdade, qual era a sua idade, qual era o seu grau de estudo,
Mas falava com propriedade e nos assuntos diversos, mostrava saber de tudo.
Assim como veio, se foi. Quando se deram conta, ele já não estava.
Não tinha onde procurar, morava em todo lugar e pouco tempo ficava.
Deixou além da saudade, uma grande amizade e também muito respeito.
Era um homem misterioso, um tanto até curioso... Era um grande sujeito!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Sinto pedaços de ilusões
Adejando em minha mente,
São vel…
Armando A. C. Garcia
zumbilésbia
ela foge e a cidade está tomada o camarada surge em sua mente qual mestre dos magos orientando-lhe na fuga que a situação é de luta todos…
Kátia Surreal
If I didn't had your love
If I didn't had your love My Father I would not be able to live Without your love Please Father give me Some love Because I know that You…
Aldo gabbay kraas
as músicas que escolho
posto poucas não há segredos só pretextos uma falsa trilha sonora regendo o percurso do dia hoje então me descubro quase um segundo quem…
Kátia Surreal