A faca de dois legumes
Dorme e acorda e ama todos vocês que me criticam
Vós que me desejam retorno dos defeitos tantos que tenho e carrego.
Minhas filhas, incríveis forças, sabem a minha fé
E vós hão dizer coisas que não projeto para este futuro
Cego enledo de amores perdidos.
Onde estão os raios dos sois amigos da melanina
Amiga morena, água morna da cachoeira,
As cobras de água em festa de verão, hoje melhor,
Amanhã lindo de morrer na praia,
Praia do inferno, ponta do ardor deste pau
Que é o fim do coxasso e a antecipação da menina linda filha querida,
Melhor o sexo, mais querida a descendência. O resto é racionalização
Somos centelhas de coração selvagem num livro meio impresso,
Um vídeo meio postado, nunca será acabado, depois do fim vem os créditos,
E a raiva de viver acumulada acorda a fera preparada para enganar,
Pronta sem o saber, a reagir parada, a fazer amor num olhar decidido
Pronto para roubar se assim for o blues a tocar, insanamente.
Nós somos ladrões sem ocasião, a natureza de querer o alheio está no sangue.
E olhamos as estrelas sem querer saber, só bebemos a beleza do cintilar,
Uma noite de lua nova e as estrelas aos milhares, erguidas no alto do mar.
As crianças a crescer, as mulheres a mandar, a roda a girar, eu que vou parar.
Vós que me desejam retorno dos defeitos tantos que tenho e carrego.
Minhas filhas, incríveis forças, sabem a minha fé
E vós hão dizer coisas que não projeto para este futuro
Cego enledo de amores perdidos.
Onde estão os raios dos sois amigos da melanina
Amiga morena, água morna da cachoeira,
As cobras de água em festa de verão, hoje melhor,
Amanhã lindo de morrer na praia,
Praia do inferno, ponta do ardor deste pau
Que é o fim do coxasso e a antecipação da menina linda filha querida,
Melhor o sexo, mais querida a descendência. O resto é racionalização
Somos centelhas de coração selvagem num livro meio impresso,
Um vídeo meio postado, nunca será acabado, depois do fim vem os créditos,
E a raiva de viver acumulada acorda a fera preparada para enganar,
Pronta sem o saber, a reagir parada, a fazer amor num olhar decidido
Pronto para roubar se assim for o blues a tocar, insanamente.
Nós somos ladrões sem ocasião, a natureza de querer o alheio está no sangue.
E olhamos as estrelas sem querer saber, só bebemos a beleza do cintilar,
Uma noite de lua nova e as estrelas aos milhares, erguidas no alto do mar.
As crianças a crescer, as mulheres a mandar, a roda a girar, eu que vou parar.
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