Verso perdoado
Recordo: amanhã não, só depois de amanhã.
A luz que nos invade nem sempre está presente,
Assim como o pobre não sabe, e há muito está doente.
Ídolos, deuses e modelos, tê-los ou não tê-los,
O que não implica que estrela cadente
Atire a inação a um verso de antiga prelecção,
Ou episódios de destruição aos cravos da revolução.
O calor da tarde impele a sair,
A vontade continua a ser de partir,
E será a verde, aberta, janela,
Os ruídos de fora mais hoje, agora.
Por sua, grande, culpa, dela, janela de esperança.
Sem sensação sem noção esqueço e permaneço
Na interminável demora.
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