Domingo no parque
No sobe e desce do carrossel,
observo a vida girando e girando.
Sempre voltando ao mesmo lugar!
Cavalos desbotados pelo tempo,
com seus olhos opacos, sem despertar graça.
Empalados sem dó, nem piedade,
a dar descanso aos pais extenuados.
Breve momento de inspiração e respiração;
A gritaria e correria se instauram,
segura aqui, puxa dali.
A próxima atração será mais breve,
Um colorido e enorme algodão-doce
some como num passe de mágica,
recarregando as pequenas baterias calóricas.
O braço esticado com o dedo em riste
mirando um emaranhado de ferro em forma de roda,
com luzes piscando e acentos balançando.
O grito das donzelas é inevitável,
mesmo que seja apenas para ganhar o aconchego do herói.
Observo tudo,
o rapaz do guichê que pensa ser galã,
um menininho que divide um picolé com a irmã,
pena não voltarmos amanhã.
Abraço bem forte minha esposa,
Pois, o domingo voa.
(André Cerasi)
observo a vida girando e girando.
Sempre voltando ao mesmo lugar!
Cavalos desbotados pelo tempo,
com seus olhos opacos, sem despertar graça.
Empalados sem dó, nem piedade,
a dar descanso aos pais extenuados.
Breve momento de inspiração e respiração;
A gritaria e correria se instauram,
segura aqui, puxa dali.
A próxima atração será mais breve,
Um colorido e enorme algodão-doce
some como num passe de mágica,
recarregando as pequenas baterias calóricas.
O braço esticado com o dedo em riste
mirando um emaranhado de ferro em forma de roda,
com luzes piscando e acentos balançando.
O grito das donzelas é inevitável,
mesmo que seja apenas para ganhar o aconchego do herói.
Observo tudo,
o rapaz do guichê que pensa ser galã,
um menininho que divide um picolé com a irmã,
pena não voltarmos amanhã.
Abraço bem forte minha esposa,
Pois, o domingo voa.
(André Cerasi)
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