Uns de mármore, outros de mel
Tanto é o ódio que nos cobre como manto
Quanto é a vontade de ajudar, para nosso espanto
Queremos sangue de quem nos magoa
e assim boa vontade por aquele ferido,
como nós ferímos, assim salvamos.
Ou diga-se: alguns.
Uns de mármore, outros de mel
uns de fel, de basalto, de olhos no alto
seus sensores medem adentro terra
Aqueles que viram o telescópio para a vizinha,
os que preparam os filtros para o eclipse do Sol, total, que se avizinha.
Os crescidos e os grandes,
Especialmente as meninas.
Alguns já nascem grandes e destacam-se,
A sua presença com uma única qualidade
Que assusta, dá arrepios, aperto no peito,
Vontade de sorrir, ensejo de fugir,
Uns nem estão lá e estão, como um tufão.
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