Não me poupe a vida
Não me poupe a vida das mais espontâneas alegrias:
do nascer da manhã
ao fim do dia
Não me poupe a vida do barulho da chuva:
sobre o telhado
e do chão que a suga
Não me poupe a vida da lucidez:
e só de amor
a embriaguez
Não me poupe a vida de sonhar:
mesmo sozinho
na sala de estar
Não me poupe a vida de um sorriso de mulher:
que de tão belo
faz enternecer
Não me poupe a vida do olhar de uma criança:
quando já cansado
me encha de esperança
Não me poupe a vida de escrever:
no enrugar da pele
quando envelhecer.
do nascer da manhã
ao fim do dia
Não me poupe a vida do barulho da chuva:
sobre o telhado
e do chão que a suga
Não me poupe a vida da lucidez:
e só de amor
a embriaguez
Não me poupe a vida de sonhar:
mesmo sozinho
na sala de estar
Não me poupe a vida de um sorriso de mulher:
que de tão belo
faz enternecer
Não me poupe a vida do olhar de uma criança:
quando já cansado
me encha de esperança
Não me poupe a vida de escrever:
no enrugar da pele
quando envelhecer.
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2013-12-05
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