A vida está a acabar e já dei o que tinha para dar,
E foi a nada dar que nada recebi pela psicologia das putas que pari...
As que amei, enrabei, as que fodi.
As que embalei, ajudei, paguei e todas as que abracei.
Pari mulheres, minhas filhas, dei à luz enteadas,
Amigas e amantes, fiz cesariana de coisas semblantes,
Travestidas de mulher ou outras quaisquer.
Sou mãe de gente que me odeia, inveja, despreza,
Pessoas que cativo, sou famoso em ser ignorado,
Ser amado sendo maltratado.
Sou mãe parida das minhas outradas mulheres.
Acredita tu se puderes ou quiseres.
Não digas que queres ser como eu.
O tinhoso pode conceder o desejo, meu.
E a tua vida uma novela que não queres ver decorrida.
Um pesadelo onde vagueias nu e sem guarida.
Um vento te fustiga e te leva a pele, sabor a fel,
Longe do caís, da calma, longe do mel.
Minha escolha, pedra pisada, meu sangue nas minhas mãos,
Sangue das vítimas, vermelho dos cães, resultado de atos sãos.
Pari mulheres minhas que partiram como senhoras embaixadoras.
Tanto direito caligrafado em linhas infames,
Mulher, nunca esperei que um dia me ames.
E foi a nada dar que nada recebi pela psicologia das putas que pari...
As que amei, enrabei, as que fodi.
As que embalei, ajudei, paguei e todas as que abracei.
Pari mulheres, minhas filhas, dei à luz enteadas,
Amigas e amantes, fiz cesariana de coisas semblantes,
Travestidas de mulher ou outras quaisquer.
Sou mãe de gente que me odeia, inveja, despreza,
Pessoas que cativo, sou famoso em ser ignorado,
Ser amado sendo maltratado.
Sou mãe parida das minhas outradas mulheres.
Acredita tu se puderes ou quiseres.
Não digas que queres ser como eu.
O tinhoso pode conceder o desejo, meu.
E a tua vida uma novela que não queres ver decorrida.
Um pesadelo onde vagueias nu e sem guarida.
Um vento te fustiga e te leva a pele, sabor a fel,
Longe do caís, da calma, longe do mel.
Minha escolha, pedra pisada, meu sangue nas minhas mãos,
Sangue das vítimas, vermelho dos cães, resultado de atos sãos.
Pari mulheres minhas que partiram como senhoras embaixadoras.
Tanto direito caligrafado em linhas infames,
Mulher, nunca esperei que um dia me ames.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski