A NÁUSEA DO ESPELHO
Acordei, me vi no espelho. A minha afeição estava perdida. Achei-a. E quando achei senti náusea. Não era náusea fisiológica, senti náusea porque o espelho me viu e então me mostrou. O espelho entrou em náuseas, jogando em mim imagens e memórias do passado. A náusea que tive e não sei se a coloquei toda para fora foi de alguns passados difíceis. Se o espelho não me mostra a náusea, se o espelho não têm esta náusea, eu jamais teria tido uma náusea que me pusesse a colocar alguns passados para fora, e neste passo-espaço-tempo me permitir elaborar e seguir no meu processo de devir; de vir a ser.
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