QUANDO OUÇO O VENTO
Quando ouço o vento
Zunir em uivo desmedido
Intempestiva palavra sibilante
Cantas ao meu ouvido
Sopras sentido e alento à vida
Compreendo que me tomas
Sentir o ar na pele
Arfar o mesmo ar no peito
Respirar é pontual sentimento
Da intensa grata ação
Da certeza de estar vivo
Enquanto respira e venta
Segue esse veleiro
De casco navegado e bruto
De asas quase recolhidas
Mas ainda içadas e acesas
Pelo infinito viril oceano
Até que eu timoneiro
Entenda que não mais navegue
Rume-o ao estaleiro
Antes que se desmantele
Zunir em uivo desmedido
Intempestiva palavra sibilante
Cantas ao meu ouvido
Sopras sentido e alento à vida
Compreendo que me tomas
Sentir o ar na pele
Arfar o mesmo ar no peito
Respirar é pontual sentimento
Da intensa grata ação
Da certeza de estar vivo
Enquanto respira e venta
Segue esse veleiro
De casco navegado e bruto
De asas quase recolhidas
Mas ainda içadas e acesas
Pelo infinito viril oceano
Até que eu timoneiro
Entenda que não mais navegue
Rume-o ao estaleiro
Antes que se desmantele
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