Tenebrosidade
Meu corpo se confunde a nesga noite,
Intensa solidão furor que me fere,
Lúrida imagem que me exprimi,
Ali na minha cela fria sepulcral,
Imaginando a fímbria luz do paraíso,
Enquanto os monstros da escuridão,
Afugenta minh'alma dolorida,
Vociferando ao meu eu perdido.
O pesadelo sombreou minha face,
Quando meu rosto ali adormecido,
Vislumbrava o serafim de asas negras,
Abrindo suas asas de fogo ao meu espanto,
As correntes queimavam meu pulso,
Eu me via sentado diante da minha loucura,
Preso aos meus medos mortais,
Visionando a luz da liberdade.
A imensidão do nada sussurrava meu nome,
Alucinação da despedida ofegante,
Sepultando meu irônico riso,
Pranteado em lágrimas de sangue,
Ao silêncio dos silêncios toque da morte,
Cobrindo-me com seu lúgubre véu,
Inclemente destino ao fim aguardado,
Levando ao suplício o espírito nefasto.
Vou flutuando entre as sombras,
Sentindo o cheiro da podre humanidade,
Desfeita em névoas da inexistência,
Vendo as criaturas maquiavélicas,
Delirando-se na escura energia dos boçais,
Enlouquecidos em suas violadas ilusões,
Arrastados ao mais profundo nada,
Estendendo suas mãos etéreas ao inconcebível.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Intensa solidão furor que me fere,
Lúrida imagem que me exprimi,
Ali na minha cela fria sepulcral,
Imaginando a fímbria luz do paraíso,
Enquanto os monstros da escuridão,
Afugenta minh'alma dolorida,
Vociferando ao meu eu perdido.
O pesadelo sombreou minha face,
Quando meu rosto ali adormecido,
Vislumbrava o serafim de asas negras,
Abrindo suas asas de fogo ao meu espanto,
As correntes queimavam meu pulso,
Eu me via sentado diante da minha loucura,
Preso aos meus medos mortais,
Visionando a luz da liberdade.
A imensidão do nada sussurrava meu nome,
Alucinação da despedida ofegante,
Sepultando meu irônico riso,
Pranteado em lágrimas de sangue,
Ao silêncio dos silêncios toque da morte,
Cobrindo-me com seu lúgubre véu,
Inclemente destino ao fim aguardado,
Levando ao suplício o espírito nefasto.
Vou flutuando entre as sombras,
Sentindo o cheiro da podre humanidade,
Desfeita em névoas da inexistência,
Vendo as criaturas maquiavélicas,
Delirando-se na escura energia dos boçais,
Enlouquecidos em suas violadas ilusões,
Arrastados ao mais profundo nada,
Estendendo suas mãos etéreas ao inconcebível.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
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