LONGA JORNADA NOITE ADENTRO
Cercada pelo
que desconhece,
devora
a própria língua,
aconchega-se
na pele da filha
morta,
na lembrança do dia
dentro da noite,
da noite
apenas noite.
Seus passos
são desproporcionais,
tremores do corpo
em colapso,
quase esquecido.
À medida que
anda, abriga em si,
sem tempo e remorso,
todas as memórias,
recolhe pedaços
de espelhos cravados
na carne,
os quais coloca,
cuidadosamente,
um a um,
sobre a mesa,
ao lado da comida.
que desconhece,
devora
a própria língua,
aconchega-se
na pele da filha
morta,
na lembrança do dia
dentro da noite,
da noite
apenas noite.
Seus passos
são desproporcionais,
tremores do corpo
em colapso,
quase esquecido.
À medida que
anda, abriga em si,
sem tempo e remorso,
todas as memórias,
recolhe pedaços
de espelhos cravados
na carne,
os quais coloca,
cuidadosamente,
um a um,
sobre a mesa,
ao lado da comida.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*