Poema 2 do dia 27/08/2019
As palavras me fugiram
Como os trovões fogem do céu
As palavras foram raptadas
Pelo silêncio vagalume
Para onde eu irei agora
Se são as palavras da vida a fonte?
Morro quando a boca do dedo
Costura-se ao branco do papel
Eu sou um órfão sem as palavras
Sou uma tempestade sobre o mar
Nuvens que sua chuva nunca choram
Sou uma tempestade de raios mudos
Sem as palavras não tenho carne
As letras ordenadas são minh’ alma
Conjuram em conjunto o meu tudo
Ao fugirem as palavras foge-me o mundo
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