SACRIFÍCIO
Os dedos das mãos feridos.
Nada de encenação,
apenas a dor como
forma de anestésico,
ou (por que a ingenuidade?)
antídoto
para os venenos misturados
às palavras
que ela me obrigava gentilmente
a aceitar, quando tocava
em meus lábios e dizia:
“não, a vida já não basta,
é necessário me ater
àquilo que é dado,
teus ossos, tuas vísceras
e o futuro que elas escondem”.
Nada de encenação,
apenas a dor como
forma de anestésico,
ou (por que a ingenuidade?)
antídoto
para os venenos misturados
às palavras
que ela me obrigava gentilmente
a aceitar, quando tocava
em meus lábios e dizia:
“não, a vida já não basta,
é necessário me ater
àquilo que é dado,
teus ossos, tuas vísceras
e o futuro que elas escondem”.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*