NO VISGO DAS CERAS

Nenhuma razão profana
Deveria descrever as dores
Das palavras estranhas
Nos diversos momentos
Em que nascem os poemas

São de estanho estes versos
Rusticamente feitos à mão
Frutos do aço que entalha a madeira
Lâmina dentada recortando a pedra
Que se torna lápide inerte

Pois as intenções decompõem-se
Com os cegos dias estranhos
Porem os sonhos e apegos
Perpetuam-se sem ser perpétuos
Embalados no visgo das ceras

Ainda que esfarelem os amores
Ficam as boas ou más lembranças
Coladas pelas esperas
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