Selfs
Em um sol errante do fim de tarde
ressoavam gemidos e alaridos
num desenho de pura e complexa arte
jazia no asfalto frio um homem caído
Na rua que a pouco estava vazia e lenta
agora fervilha louco bulício
espocavam selfs na cena violenta
eram rostos, risos um que de hospício
Morte, sangue que manchavam chão frio
Num tempo que perdeu todo o sentido
é somente uma Self para um perfil
o que é que no tempo ficou perdido
porque o moderno torna tudo sombrio
nada afeta nosso olhar apodrecido.
Alexandre Montalvan
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