Meu idílio
Oh! mais pura das vestais,
Musa de meus madrigais!
Bela Vênus, ouve este louvor.
Que entoo a ti, com emoção,
Na genuflexa adoração,
De um pobre pecador.
Os lábios,
Rubros, como as pétalas das flores,
Beijando em ânsia e com amores,
Tão divina perdição!
São volúpia dos meus sonhos,
Os dois rubis risonhos,
Que me alegram o coração!
Os longos cabelos,
Têm a cor do sol, de raios garbosos,
Perfeita seda, loiros fios olorosos,
Que deslizam por entre os dedos,
Em lento gesto delicado,
A revelar-te o rosto imaculado,
Que cintilava entre os folhedos.
Os teus olhos,
Perfeitos astros matizados,
Foram por Deus agraciados,
Com inebriante esplendor,
E olhar a seduzir,
Que em meu peito fez luzir,
Os primórdios deste amor.
Imploro,
Perdoa este humilde adorador,
Que te ama com fervor,
E que, com singela devoção,
Em versos de felicidade,
Que te exaltam a santidade,
Vem pedir-te a salvação!
Musa de meus madrigais!
Bela Vênus, ouve este louvor.
Que entoo a ti, com emoção,
Na genuflexa adoração,
De um pobre pecador.
Os lábios,
Rubros, como as pétalas das flores,
Beijando em ânsia e com amores,
Tão divina perdição!
São volúpia dos meus sonhos,
Os dois rubis risonhos,
Que me alegram o coração!
Os longos cabelos,
Têm a cor do sol, de raios garbosos,
Perfeita seda, loiros fios olorosos,
Que deslizam por entre os dedos,
Em lento gesto delicado,
A revelar-te o rosto imaculado,
Que cintilava entre os folhedos.
Os teus olhos,
Perfeitos astros matizados,
Foram por Deus agraciados,
Com inebriante esplendor,
E olhar a seduzir,
Que em meu peito fez luzir,
Os primórdios deste amor.
Imploro,
Perdoa este humilde adorador,
Que te ama com fervor,
E que, com singela devoção,
Em versos de felicidade,
Que te exaltam a santidade,
Vem pedir-te a salvação!
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