Nada é o que parece.
Está frio e úmido.
Não sei se meus olhos estão abertos ou fechados.
É escuro.
Debato-me e sinto as paredes à minha volta.
Tenho sensação de lama em minhas mão e costas.
Ouço alguém passar lá fora.
Tento chamar, gritar.
Mas nada sai de minha garganta.
Tento pensar o que se passou.
E o que me levou a estar onde estou.
Não vem nada.
Apenas o medo.
Um medo crescente.
Que começa a me deixar sem ar.
Vejo um clarão.
E paro de respirar.
Escuto um grito:
— Acorda!
— Não vai trabalhar?
— Vai dormir até tarde depois vai se atrasar...
Caroline Albuquerque - Passos de um Bardo.
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