APAVORADO

Tolo quem acredita
Que deixando o livro fechado
A Tv desligada, o jornal dobrado e mudo o rádio
Cala a aquecida voz na madrugada

Ainda que dure somente a ingerência
De um pensamento ligeiro mal expandido
Rápida no querer de amar será essa parceira
Voraz em continuados movimentos
 
Prazerosa e audaz sempre estará a experiência
Que nos toma por companheiros de viagem

Quanta bobagem há debaixo das plumas
Desse pavão apavorado
Tomado de vertigem e medo
Porque logo mais o dia nasce
E deixará de ser cedo e pardo

***Do Livro EM ESTADO DE POESIA - 1ª Ed. - 2019***
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