ESPUMAS

Este poema que ao acaso chega
Diante dos olhos teus
Nada é senão mera espuma ilusória 
Embarcada em falsa onda em movimento

Espuma desnecessária que circunda
Os cascos das embarcações aos gritos
Espuma fictícia que explode da raia
Quando a agua lambe os pés ou a pedra
Espuma sem noção que se envereda
Por um segundo filtrada pela praia

E ainda assim de tão desprotegido
Vive insignificante sem se desmanchar
Existe incompleto perdura e persiste  
Porque o sentido da palavra é a densidade do infinito
E a ilusão do poeta desse tamanho do mar

***Do Livro EM ESTADO DE POESIA - 1ª Ed. - 2019***
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