ORGULHOSO

A moça quando menina
Acreditava que a pedra da marina
Todo dia emergia
E lhe vinha dizer bom dia

E depois de secar-se ao sol
Dourar seus musgos e arrefecer
Mergulhava de vez e se escondia
Até novo tempo acontecer

Essa mulher conta agora à filha
Que a pedra  de Taperapuan continua
Brincando de se amoitar na maré
Em sua íntima baía

E eu pai e avô mentiroso
Para sempre rirei orgulhoso
Dessa nossa fantasia

***Do Livro EM ESTADO DE POESIA - 1ª Ed. - 2019***
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