SUAVEMENTE

A maestria com que os teus dedos
Passeiam pelas teclas
Soa nos sons da alma
Uma grata sinfonia aberta
Interpretando a partitura da calma

As claves e as notas bailam nas pautas
Meu coração pulsa incerto
As tuas mãos me tocam e apertam
Com a precisão e suavidade de quem se deita
Em delírio sobre o peito de uma orquestra

Se saio sensível retorno preciso
E quando impreciso desnudo-te porque necessito

Ainda deve haver algum batom em teus lábios
Como há nos meus a vontade de um beijo
Mesmo lavados pelas impossibilidades

Escrevo este poema em teu corpo
Risco e rabisco com os dedos as linhas
Suavemente enquanto recito em teu ouvido
Porque sou sensato e não insensível
E a resposta reside nos teus sonhos



***Do Livro EM ESTADO DE POESIA - 1ª Ed. - 2019***
200 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.