TRAIÇOEIRA
Na fogueira do amor, na cegueira,
Na iminência de se entenebrecer,
Num mergulho sem ver traiçoeira,
Contraindo uma doença para se corroer.
Na palma das mãos, entre os dedos,
O que muito se aperta, desperta,
Ao que detesta lembrar seus medos,
Quando se queima na pele descoberta.
De olhos bem fechados se imagina,
Nudez, beijos, gemidos sem confissão,
Num paraíso perigoso se incrimina,
Na Lâmina afiada do desejo da paixão.
Quando os segredos revelam a morte,
Arrancando um coração pulsante,
Pelo ciúme tão venenoso e forte,
É possesso, controverso, fulminante.
Na iminência de se entenebrecer,
Num mergulho sem ver traiçoeira,
Contraindo uma doença para se corroer.
Na palma das mãos, entre os dedos,
O que muito se aperta, desperta,
Ao que detesta lembrar seus medos,
Quando se queima na pele descoberta.
De olhos bem fechados se imagina,
Nudez, beijos, gemidos sem confissão,
Num paraíso perigoso se incrimina,
Na Lâmina afiada do desejo da paixão.
Quando os segredos revelam a morte,
Arrancando um coração pulsante,
Pelo ciúme tão venenoso e forte,
É possesso, controverso, fulminante.
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