Gigantes
Quando criança gostava de brincar de gigante, enquanto devorava nacos de couve-flor,que imaginava como frondosas árvores.
E a imaginação da infância tem muito a ver com a poesia da vida adulta.
Continuamos imaginando, criando, transformando, fazendo de conta, sonhando. Muitas ilusões se consolidaram como desilusões, mas muito das aventuras imaginárias se transformaram em amor, sólido, real.
Nem todos tiveram a felicidade de se tornarem heróis de suas aventuras ou príncipes encantados em seus amores.
Mas a poesia tem essa magia, que transforma pedras em flores, amarguras em versos, sofrimento em felicidade, desilusão em esperança.
Talvez os poetas sejam apenas crianças crescidas ou vivam fora de seus tempos e realidades.
Ou apenas continuem sonhando com o “como seria bom se fosse”...
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